| Corações
“SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando a procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo”. (Sl 131)
Há corações fechados. Corações que não confiam. Estes são geralmente discordantes e não reconhecem autoridade, não são gratos, nem benevolentes, são egoístas, excludentes e insensíveis. Por não se reconhecerem assim, também não se deixam tratar.
Corações assim raramente são quebrantados. E a sua insensibilidade fere, a si próprios e aos outros também. Magoam, geram mal-estar, criam um clima de opressão e instabilidade. Como alguém ousa diferir dos seus conceitos e idéias? Assim reagem. Eles pensam que todos deveriam ser tais como eles, e não aceitam se ajustar aos outros; ao contrário, os outros – assim eles pensam – é que devem se ajustar a eles.
Eles não sabem chorar por alguém. Quando choram, o fazem por si mesmos. Detestam se submeter e não se comprometem com o grupo ou com a visão. Eles são a novidade que faltava, embora não se admitam assim. Sentem-se incomodados e rejeitam quando alguém lhes pede para compartilhar seu próprio coração.
Mas todos os corações não são assim. Há mais corações abertos. Corações pacientes. Corações que acham graça e força na fraqueza. Corações que confiam. Geralmente, estes são os mais machucados. São corações sensíveis, que se abrem para concordar, para compartilhar, para buscar e dar amor e compreensão, acreditar e investir de novo. São corações ouvintes, para quem o outro é a novidade, e por isso reconhecem facilmente a voz do Mestre que diz: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” (Mt. 11:29)
Rev. Josué Rodrigues
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